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suicidioEntre os erros que uma pessoa possa cometer, enquanto está vivendo na Terra, alguns se destacam, quanto à gravidade, pelas consequências que acarretam a quem os praticou.

Um deles e de consequências sempre dolorosas, é a prática do suicídio. E é fácil compreender por que.

Cada pessoa que vive na Terra é um Espírito que usa o corpo carnal para, através dele, poder agir no mundo material.

O corpo é uma espécie de ferramenta utilizada pelo  Espírito para poder cumprir aqui na Terra determinadas tarefas que lhe foram atribuídas pela Lei Divina, como oportunidade de aprendizado e de progresso.

Por isso, assim como se um operário destruir a ferramenta recebida para executar um trabalho, além de deixar de receber uma recompensa pelo trabalho que poderia ter feito, terá que pagar pelo prejuízo que causou, destruindo a ferramenta. Também o  Espírito, que recebeu um corpo carnal para viver na Terra, é responsável pela utilização e preservação desse corpo – ferramenta de trabalho – que recebeu.

Consideremos, ainda, que é o próprio  Espírito a sede e o repositório das emoções que as experiências vividas lhe proporcionam, pois o corpo carnal não pensa, é somente matéria.

Quem pensa, ama ou odeia, sente saudades ou ciúmes, é o  Espírito e não o corpo.

Assim, se deixarmos o corpo carnal, pelo fenômeno natural da morte, continuaremos a amar aos que amamos, a odiar aos que odiamos e a sentir ciúmes, saudades etc.

Algumas religiões, não reencarnacionistas, atemorizam seus adeptos ensinando-lhes que os que cometem o suicídio ficam perdidos para sempre e negam, inclusive, aos corpos dos que fogem da vida pelo suicídio, as últimas bênçãos, que são dispensadas aos que partem da vida terrena pela morte natural.

O Espiritismo ensina que a prática do suicídio é realmente um dos erros mais graves que o ser humano pode praticar e que sempre lhe acarreta consequências dolorosas, mas que, porém, o suicida não ficará “perdido para sempre”, pois Deus, que é amor, lhe oferecerá renovadas oportunidades de regeneração.

O Espiritismo nos informa ainda, quanto às consequências do suicídio, pela voz dos próprios  Espíritos, que quando vivendo na Terra praticaram esse ato tresloucado e que vêm depois, através dos médiuns, contar em que situação ficaram no mundo espiritual.

Dizem todos eles que a primeira sensação, depois de destruírem o corpo, é a de um arrependimento profundo e que, se pudessem, continuariam vivendo na Terra, mesmo que numa situação mil vezes pior do que aquela que os conduziu a se decidirem pela fuga na Terra.

Percebem, de imediato, que a morte do corpo físico não resolveu nenhum problema; antes, os agravou, pois continuam tão vivos, espiritualmente, como quando estavam na Terra, sentindo todas as emoções, inclusive as do remorso e da vergonha, por atos menos dignos que tenham praticado, e a situação é agravada por se reconhecerem, desde então, impossibilitados de repararem algum mal que tivessem feito e totalmente impedidos, pelo menos no momento, de auxiliarem algum ente querido que tenha ficado na Terra.

Muitos dizem também perceberem que, se tivessem esperado mais um pouco, tido um pouco mais de paciência, confiado um pouco mais em Deus, os problemas que os conduziram a praticar o suicídio teriam sido solucionados de forma bastante aceitável e, em alguns casos, que a solução seria amplamente satisfatória.

Muitos deles contam terem permanecido, durante muitos anos, no mundo espiritual, considerando-se perdidos realmente para sempre, isto em virtude da orientação religiosa que tiveram aqui na Terra, e que só posteriormente verificaram que, enquanto permaneciam aturdidos, no mundo espiritual, sempre tiveram ao seu lado espíritos bons que, através da transmissão de pensamentos, procuravam confortá-los, acenando-lhes com a possibilidade de receberem uma nova oportunidade de voltar a viver na Terra, é verdade que em situação tanto ou mais difícil que a da última existência, mas sempre como oportunidade de resgatar faltas e construir um destino melhor, até feliz.

Explicam, então, que o aturdimento em que viviam lhes impedia de perceber a presença dos  Espíritos amigos e, somente quando se entregaram à prece fervorosa, solicitando o auxílio Divino, é que seus olhos como que clarearam e puderam perceber que Deus nunca os abandonara.

Todos os  Espírito que partiram da Terra, pelo suicídio, dizem que terão que viver novamente, em outra encarnação, as situações difíceis nas quais fracassaram e que os levou a fugir da vida. São alertados de que não são considerados suicidas somente os que destroem o corpo ostensivamente, mas também os que malbaratam a saúde física por qualquer excesso, como por exemplo, o de comer demasiadamente ou de beber o que lhe prejudica o equilíbrio orgânico.

Ao se prepararem para retornar à Terra, pela reencarnação, são conscientizados que o melhor para eles é guardarem no próprio coração uma fé imensa na bondade Divina, que não desampara ninguém, em nenhuma situação e que, quando estiverem vivendo novamente na Terra, sempre que se encontrarem em situação difícil, aparentemente insustentável, poderão recorrer ao recurso da prece e do “Alto” jorrará, como bênção Divina, força de sustentação, para continuarem a caminhar.


Fonte: Curso de Espiritismo por Correspondência elaborado por J. Herculano Pires no Clube dos Jornalistas e Escritores Espíritas

 

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