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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO

 

 

FREDERICO JORGE TAVARES DE OLIVEIRA

 

 

ENSAIO SOBRE A COMUNICAÇÃO HUMANA: a publicidade no metrô de São Paulo

 

 

Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em

Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo para

obtenção do título de mestre em Ciências da Comunicação.

 

Área de concentração:Teoria e Pesquisa em Comunicação

 

Linha de pesquisa:Linguagens e Estéticas da Comunicação

 

Orientador: Prof. Dr.Victor Aquino Gomes Correa

 

São Paulo
2012

 

 

Resumo

 

OLIVEIRA, F. Ensaio sobre a Comunicação Humana: a publicidade no metrô de São Paulo. 2012. 141 f. Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

 

Este ensaio pretende contribuir à área de Teoria e Pesquisa em Comunicação com reflexões acerca da Comunicação Humana. Pretende-se mostrar, num primeiro momento, que a essência do homem, aquilo sem o que ele não seria homem, é a alma pensante, ou o espírito inteligente, e que a essência da comunicação humana é o progresso do Ser. Apoiados especialmente na filosofia kardequiana, a que se estabelece sobre o dado positivo do Espírito, foi possível depreender que a comunicação está intimamente relacionada ao progresso indefinido, intelectual e moral do homem. O progresso, tal como se revelou nas comunicações medi únicas, é uma condição da natureza humana, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada. E a fim de que pudéssemos melhor desempenhar o nosso objetivo, realizamos um diálogo com textos que circulam no campo das ciências da comunicação e que nos parecem pertencentes a um discurso materialista e dominante. Num segundo momento, abordamos uma noção de incomunicação nesta nossa cultura da economia monetária, a partir do estudo de forças que representariam um determinismo histórico capaz de constranger o indivíduo e embaraçar o progresso. Em nossa leitura, privilegiamos o exame de alguns mecanismos econômicos, sociológicos e uma apreciação das formas de comunicação, que reconhece na onipresença dos discursos predominantes do consumo e na falta de diálogos efetivos a incomunicação na práxis da cultura, ou um desvanecimento do senso moral na vida de relação. Por último, apresentamos uma interpretação sobre o que pode ser entendido como uma zona de negociação simbólica na cidade, a publicidade no metrô de São Paulo, pela qual vemos o exercício discursivo do consumo vigorar com proveito, a engendrar uma espécie de desqualificação do espaço ligada ao sentido da realização do direito de uso, da auto- identidade reflexiva e da participação na confecção dos caracteres culturais que determinam os hábitos. Entretanto, por observarmos se tratar de uma zona de negociação simbólica, fonnação discursiva da nossa própria cultura, sempre dialética, queremos mostrar que são possíveis apropriações da publicidade que não deixam de indicar a presença de uma multidão emergente na busca por superar o que chamou-se de Revolução da Informação, a conformar- se, cada vez mais consciente de si, com a senda possível e fatalista do progresso; essa fatalidade, hemos “descoberto”, reside no bem e na felicidade que pode alcançar o Espírito através da comunicação. Comunicação, como propomos aqui, pode ser entendida como o acontecimento em que o intelecto supera-se a si mesmo, numa relação íntima que se estabelece com o outro e com a natureza que está dentro e fora do Ser; não se trata de um saber coisas, tal como se sabe quando se tem informação, mas de um saber da experiência próprio ao processo de depuração moral vivido pelos indivíduos na vida de relação; esta vida, indefinida, não pode ser aprisionada aos quadros linguísticos e materiais da história, pois que a comunicação humana está para formas imponderáveis de fazer saber, de tomar comum, de sentir e reflexionar, de participar do mundo histórico e do mundo dos espíritos.

 

Palavras-chave: Comunicação Humana. Incomunicação. Publicidade no metrô de São Paulo.

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